



A evolução ressaltada por Dan poderá ser conferida neste fim de semana. Na sexta-feira, ele passou com facilidade pelas eliminatórias e está nas semifinais. O skatista se diz confiante, mas deixa o calor da competição de lado, por enquanto.
- Estou muito animado, mas não penso muito no campeonato. Estou indo como se fosse a primeira vez – garante o skatista.
O posto de atual vice-campeão do evento, no entanto, traz uma responsabilidade maior para Dan. E ele reconhece isso. Mas não quer saber de pressão. Na mesma linha dos outros competidores, espera fazer um bom campeonato. E só.
- A pressão é maior, mas eu estou tranquilo apesar disso. Vai ser bem disputado. E é um campeonato, pode dar tudo certo, mas também pode dar tudo errado. Vamos ver o que dá – afirmou.
- Quero quebrar o gelo. Passei 20 dias de frio no Canadá, vendo os Jogos de Inverno. Agora vou chegar ao Rio e sentir o calor novamente. Quero voltar a andar e ver o que dá para fazer no Mundial – disse o skatista, que estava em São Paulo durante a entrevista por telefone ao GLOBOESPORTE.COM.
Uma entrevista coletiva nesta quinta-feira dá início oficial ao evento. Competição, no entanto, somente na sexta, com os primeiros treinos e as eliminatórias. No sábado serão disputadas as semifinais, enquanto a decisão acontece no domingo, a partir de 9h30m. Grandes nomes como o australiano Renton Millar, atual campeão mundial e da edição do ano passado, e o jovem brasileiro Dan César, vice em 2009, estão na lista de participantes. O tetracampeão Bob Burnquist recebeu convite, mas ainda não tem presença confirmada. Todos vão andar no half pipe de 18 metros de largura por quatro de altura, com mudanças na estrutura para facilitar o maior número de manobras.
Para Mineirinho, bicampeão do evento, em 2002 e 2007, a etapa carioca é uma das melhores do Circuito Mundial. Paulista de Santo André, ele gosta de ter a Lagoa Rodrigo de Freitas como pano de fundo e o apoio da torcida do Rio de Janeiro. O skatista acredita que o grande número de estrangeiros também vai dar ainda mais grandeza à competição.

- Acho que esse evento é a cara do Rio. Seria até estranho ser em outro lugar. Imagina, um Mundial de Skate Vertical na Bahia? Acho que seria até legal ter outros eventos do tipo no país, mas que não fosse esse. O pessoal já está acostumado, sabe onde comer, onde ficar – afirmou.
A torcida carioca, aliás, é um dos fatores que fazem o Rio Vert Jam ser tão especial para Mineirinho. Veterano no evento, que acontece desde 2000 na cidade, Sandro afirma que o apoio dos torcedores na Lagoa é empolgante e elogia a estrutura montada.
- O público acompanha bastante, principalmente no dia final. O evento começa muito cedo, né? Então 8h da manhã já está lotado, e você vê isso, é muito legal. A galera vai mesmo. É tudo muito bem produzido – disse.
Sandro evita fazer previsões de quem vai ficar com o título. O skatista volta a dizer que o nível do Mundial de Skate Vertical é alto e aposta que pelo menos dez competidores têm chances. Mais uma vez, o elogio ao evento é a única certeza.
- Acho que pelo menos dez caras têm chances de vencer. Com certeza vai ser um evento disputado, e eu gosto muito de andar no Rio.
Alguns vídeos do Oi Vert Jam de 2009:
